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Qwiki: uma “nova” experiência de informação

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Já está disponível o Qwiki que se apresenta como uma experiência de informação. A Tecnologia básica do Qwiki assenta na junção de dados sobre um mesmo tópico que são transformados em elementos multimédia interactivos. Os resultados das pesquisas combinam texto, áudio, vídeo e fotos.

Funciona tudo a partir de um motor de busca e há quem diga que não passe de uma enciclopédia narrada. Se pesquisarmos “Lisboa”, será feita uma apresentação audiovisual sobre a cidade, que inclui factos básicos e pontos turísticos.

Criado por Doug Imbruce e Louis Monier, a equipa foi um dos principais motivos pelo destaque que se deu ao Qwiki antes do seu lançamento oficial, para além do investimento de 8 milhões de dólares feito por Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook. Monier foi também fundador do motor de busca Alta Vista e assegura que o “Qwiki não é pesquisa – é um novo formato de mídia e um método inovador de se consumir informação”. Monier e Imbruce pretendem aplicar a tecnologia para outros usos no futuro.

O Qwiki tem neste momento aproximadamente 3 milhões de tópicos e centenas de milhares de utilizadores já registados, de acordo com um comunicado da empresa à data da abertura oficial do Qwiki.com (ontem).

As funcionalidades incluem a possibilidade de partilhar via Twitter, Facebook, Email, incorporar e melhorar qwikis ou contribuir com conteúdo, como vídeos do Youtube e imagens, assim como publicar comentários acerca da qualidade do som, por exemplo.

Já está previsto o desenvolvimento de uma aplicação para iPad, que Imbruce classifica como “melhor que sexo” e eventualmente o lançamento de uma plataforma de publicação personalizada que irá permitir que editores transformem os seus próprios conteúdos em qwikis.

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Written by Francisco Manuel Pereira

25/01/2011 at 10:29

Publicado em Qwiki

Starbucks já aceita pagamentos móveis nos EUA

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A Starbucks já não oferece apenas a opção de pagar em dinheiro ou com cartão. Os pagamentos móveis são desde quarta-feira uma alternativa em cerca de 6800 lojas da Starbucks nos EUA.

Os clientes que instalarem a aplicação Starbucks Card Mobile, lançada quarta-feira nos EUA, podem agora utilizar o iPhone, iPod touch ou BlackBerry como forma de pagamento.

A empresa acha que os seus clientes carregam os telemóveis com mais frequência que uma carteira, e vê o Starbucks Card Mobile como uma oportunidade de chegar a mais consumidores.

A Starbucks acredita que os seus clientes vão receber bem a nova e mais rápida forma de pagamento e que esta vá ser também divulgada rapidamente a amigos.

Written by Francisco Manuel Pereira

23/01/2011 at 23:37

Para que serve o Twitter afinal?

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Um motor de busca? Uma rede só para uso social? Para manter contacto com os amigos ou servirá para aprimorar a comunicação entre as empresas e os clientes e vice-versa? Para publicar e consumir notícias?

Na verdade, o Twitter pode servir para isto tudo e muito mais, mas é usado de maneiras diferentes por utilizadores com interesses também eles distintos, apesar da sua difícil definição. Para um Jornalista, por exemplo, não deixa de ser uma ferramenta essencial.

Quando se pensa em Google, apesar de ser uma multinacional, pensa-se em procura/pesquisa. No caso do Flickr pensa-se em fotografia; no do Facebook pensa-se em amigos/contactos; no da Amazon, em livros. Pensa-se em conversa com amigos no caso do Messenger e vídeo-chamadas em tempo real quando se fala em Skype.

Em 4 anos de vida que tem o ecléctico Twitter, já me registei e ”divorciei” uma vez, mas voltei a ligar-me recentemente porque percebi mais algumas das suas potencialidades. Deixei de fazer login por não entender bem o conceito de microblogging no início. Twittar condicionado por 140 caracteres de cada vez não me pareceu das melhores ideias. Querer ligar-me, mas em vez disso aparecer uma baleia na página inicial também não me motivou mais.

Definir o que é mais importante para os 200 milhões de utilizadores que já tem não é, obviamente, tarefa fácil. O Twitter pode ser usado, como o Facebook e outras redes sociais, e não me refiro só a pessoas, mas a estações de televisão e de rádio, não esquecendo a imprensa escrita. Serve, por excelência, como agregador de notícias às versões online de alguns órgãos de comunicação social.

Se é difícil definir para que serve o Twitter, pode-se perceber que ele é muitas coisas ou serve para muita coisa e a muitas pessoas. Ser muita coisa é óptimo, mas tentar ser tudo será bom? É importante, sim, saber como e para que objectivos específicos se utiliza o Twitter.

Siga-me no Twitter em: @FranciscoMPO.

Written by Francisco Manuel Pereira

22/01/2011 at 01:41

Publicado em Twitter

O início do fim da era dos computadores pessoais

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A Deloitte fez uma previsão de 10 milhões de tablets que vão ser adquiridos em 2011 por várias empresas.

É esta uma fase de transição para as organizações que apostam numa melhor portabilidade e acessibilidade à informação.

Importa o que se faz e não onde se faz, assim como a devida sincronização dos conteúdos, necessária para optimizar a experiência do utilizador/consumidor.

Esta tendência afectará profundamente o mundo das empresas este ano (e daqui em diante), podendo-se começar a pensar na reciclagem dos computadores pessoais. Novos chips e sistemas operativos continuarão a surgir, mas como estes dispositivos portáteis se vão conectar ao meio empresarial é a grande questão.

Written by Francisco Manuel Pereira

20/01/2011 at 20:02

Publicado em iPad

Redes sociais e o fim da privacidade

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Já não surpreendem as notícias sobre a política de privacidade da maior rede social do mundo. Parece não ser por uma “má” gestão de informação e dados dos utilizadores que o Facebook passa a ser menos popular. E não é isto estranho?

Até que ponto se pode aceitar uma invasão de privacidade nas (e pelas) redes sociais? Até ao ponto em que nos questionamos sobre a mesma ou damos autorização para tal, mas foi o próprio Mark Zuckerberg a afirmar que a privacidade acabou.

Para reforçar a última ideia, as aplicações desenvolvidas para o Facebook vão poder aceder ao número de telemóvel e morada do utilizador. Veja-se o pop-up que surge a informar sobre o acesso à informação de contactos (ver imagem em baixo). Não seria conveniente que estes detalhes aparecessem destacados a negrito? Para o Facebook não.

Cancelar a conta e deixar de fazer login? Não, registamo-nos deliberadamente numa rede social que até avisa quando está prestes a roubar-nos a privacidade. Até nos preocupamos quando lemos algo sobre o assunto, mas não deixamos de usar o Facebook. Continuamos, mesmo sabendo que a concorrência aposta forte na protecção da privacidade dos seus utilizadores!

Será assim tão difícil ser-se membro de uma rede social e ter-se privacidade ao mesmo tempo? Não estará a noção que temos de privacidade a ser destruída com as redes sociais? Se sim, a quem interessa que isso aconteça?

Pode-se sempre pôr trancas à porta e remover a informação de contactos. Mas é inevitável aquilo em que o Facebook se está a tornar, assim como a quantidade enorme de dados que esta rede social pode coleccionar sobre os seus utilizadores.

É uma questão de tempo – ou distracção legítima, servindo muitas aplicações para entreter – até clicarmos sem querer no botão “allow”, para não referir também o spam (que em algumas aplicações é só isso), que entupirá por certo qualquer caixa de mensagens.

Written by Francisco Manuel Pereira

18/01/2011 at 22:51

Publicado em Aplicações, Facebook

Google perde liderança

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Aceder ao Facebook é hoje mais usual que fazer uma pesquisa no motor de busca da Google, segundo um ranking de acessos divulgado pela Hitwise (clicar no gráfico ao lado).

O que significa passar mais tempo em redes sociais do que em motores de busca? Que preferimos entretenimento a conhecimento? Que queremos passar mais tempo em contacto com os outros?

A Google foi fundada em 1996 e hoje pode dizer-se que foram mais altos que baixos para esta multinacional norte-americana, tendo sido operada uma espécie de googlização da Internet.

O seu motor de busca tornou-se um dos serviços mais conhecidos e acedidos da web. Metabuscadores pouca gente sabe o que são graças à supremacia da Google em termos de pesquisa na Internet. Agrega o motor de busca da Google triliões de sites. Google Books é só um exemplo da intenção de se “googlizar” também o conhecimento. Não pára de crescer o armazém digital de livros da Google que utiliza o reconhecimento óptico de caracteres.

No entanto, a Trend Micro anunciou no final de 2010 que o Google.com está no topo da lista de sites mais perigosos a nível mundial, para não referir o habitat natural de spam em que o motor de busca se transformou. Há uma quantidade enorme de páginas que aparecem em primeiro lugar nas pesquisas e que não possuem qualquer tipo de informação relevante. Foram também noticiados no ano passado alguns problemas de segurança com o Chrome, o browser da Google lançado em 2008.

Como se não bastasse, as críticas não têm sido poucas por parte da comunidade geek norte-americana. Desde 2003, tem-se dado alguma atenção à neutralidade da Internet, com culpas a recaírem do lado da Google, que supostamente beneficia certas empresas/instituições no ordenamento dos sites em detrimento doutras quando apresenta os resultados das pesquisas.

Written by Francisco Manuel Pereira

12/01/2011 at 15:41

Publicado em Facebook, Google

Como ser popular no Facebook?

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Um estudo realizado pelo Facebook, que analisou mais de um milhão de actualizações de status*, desvenda o segredo para se ser “popular” na rede social mais utilizada do mundo.

O Facebook (FB), com mais de 500 milhões de utilizadores, prova poder ser boa opção para se analisarem dados de carácter sócio-psicológico (e não só!) sobre os seus utilizadores.

De início, alguns utilizadores podiam achar um abuso a pergunta que lhes é feita: “Em que estás a pensar?”. Mas quem já anda pelo FB há mais tempo, actualiza o status para partilhar aquilo em que está a pensar, para dizer aos outros o que está a fazer – ou finge que está a fazer! – ou simplesmente para obter feedback de outros utilizadores.

À actualização do status do FB podem corresponder alguns padrões interessantes. Para confirmar isto, o FB realizou um estudo sobre o uso de palavras em mais de um milhão de actualizações de status dos seus utilizadores (todos falantes em inglês americano).

O estudo foi levado a cabo com a ajuda do Linguistic Inquiry Word Count (LIWC) – um software de análise de texto que calcula o grau em que as pessoas utilizam diferentes categorias de palavras. O dicionário do LIWC contém 68 categorias de palavras de diferentes tipos que correspondem a determinados construtos psicológicos e linguísticos. As palavras foram categorizadas com base no lugar que ocupam no discurso (pronomes; artigos; tempos verbais), o seu conteúdo emocional (emoções positivas/negativas; tristeza; irritação), e tópicos com as quais se relacionam (escola; trabalho; religião). Segundo o FB, o anonimato dos utilizadores que tiveram as suas actualizações em estudo foi preservado.

No que respeita a popularidade, a utilização de palavras pelas pessoas mais “populares” difere da das pessoas com um número de amigos mais pequeno. Pessoas com mais amigos tendem a usar mais pronomes na segunda pessoa, como “tu” ou “vocês”. Escrevem actualizações mais extensas, e usam mais palavras referentes a música ou desporto. As pessoas mais “populares” também falam menos sobre as suas famílias, são menos emocionais no geral, utilizam poucas vezes verbos no passado e no presente e palavras relacionadas com o tempo.

No que toca aos resultados em termos de idades, confirmam-se os típicos estereótipos sobre os mais novos e os mais velhos. Os mais novos expressam emoções mais negativas (incluindo irritadas) e utilizam muitas vezes palavrões ou recorrem ao calão. Usam mais pronomes referentes a si próprios, como “eu” e “meu” e falam mais sobre a escola. As pessoas mais velhas escrevem actualizações mais longas, usam mais as preposições e os artigos. Falam mais sobre outras pessoas, incluindo a sua família.

O conteúdo emocional das actualizações do status também varia dependendo da hora do dia a que são feitas. O uso de palavras emocionalmente positivas é mais frequente de manhã. O uso de palavras negativas aumenta à medida que o dia avança.

O estudo também confirmou que comentários negativos produzem maior actividade online. Os utilizadores do FB clicam no botão “gosto” quando as actualizações do status expressam emoções positivas. Menos intuitivo é o facto de actualizações positivas receberem menos comentários, por haver pouco mais a acrescentar ao que já foi escrito, provavelmente; as actualizações negativas do ponto de vista emocional recebem mais comentários, com o objectivo, talvez, de consolar.

Se são fidedignos os resultados deste estudo? Qualquer utilizador poderá tentar descobrir se para se ser popular no FB, tudo o que é preciso fazer é escrever uma actualização de status o mais longa possível, falar de música ou desporto, não ser excessivamente emocional, não falar de assuntos familiares, não referir o tempo e usar muito as palavras “tu” ou “vocês”.

*estado

De 2006, este vídeo mostra um lado pouco simpático do Facebook… Se é verdade? Perguntem a Mark Zuckerberg.

Written by Francisco Manuel Pereira

10/01/2011 at 15:36

Publicado em Facebook