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Cortado o acesso à Internet depois do bloqueio às redes sociais no Egipto

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O Comité para a Protecção dos Jornalistas condenou na sexta-feira o “blackout” de notícias provenientes do Cairo e chamou a atenção das autoridades para que restabeleçam imediatamente os serviços de Internet e de telecomunicações móveis. Pediu ainda que a liberdade de imprensa seja assegurada a todos órgãos de comunicação social.

“Não há maior perturbação para o trabalho dos jornalistas do que a impossibilidade de fazer chamadas telefónicas ou enviar mensagens de texto, o que por si só constituí um atentado à sua liberdade para realizar a cobertura dos acontecimentos que estão a agitar o Egipto neste momento”, disse no ar Samir Ali, correspondente da Al-Jazeera.

O Egipto é um dos países que está na lista negra dos Repórteres Sem Fronteiras no que diz respeito à censura da Internet. Os operadores de telecomunicações estão fortemente condicionados pelo Estado e o Governo tem poder para ordenar o corte destes serviços.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, também já pediu ao Egipto que restabeleça a Internet e o acesso a redes sociais como o Facebook e o Twitter, que foram suspensos esta semana pelo governo local.

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Written by Francisco Manuel Pereira

30/01/2011 at 21:59

Publicado em Egipto, Facebook, Twitter

Não é só múmias, faraós e pirâmides

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Uma das primeiras medidas das autoridades egípcias foi cortar o acesso a redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Foi logo na terça-feira durante o primeiro dia de protestos que o Twitter foi bloqueado. Seguiram-se o Google e o Youtube. A última decisão do governo foi a de desligar a Internet, uma ordem do Presidente Hosni Mubarak, no governo há 30 anos.

«Alguns utilizadores, porém, conseguiam aceder à Internet através de ligações de linha telefónica fornecidas pelo único operador de Internet que continuou a funcionar. Pelas redes sociais circulavam apelos a que as pessoas com estas ligações as partilhassem, através de routers capazes de disponibilizar acesso sem fios à Internet»

Desde terça-feira que se têm testemunhado protestos contra a pobreza e corrupção. São exigidas reformas no sentido de democratizar-se o poder político. Os protestos são ilegais para o regime liderado por Mubarak, de 82 anos e a governar desde 1981. A cobertura jornalística da revolta que já vai no seu quinto dia está a ser amplamente dificultada pelas autoridades egípcias.

Ahmad Mansour, um jornalista veterano da Al-Jazeera foi detido por mais de uma hora no Cairo. A estação televisiva assegura também que vários jornalistas foram impedidos de entrar no Egipto através do Aeroporto Internacional do Cairo, incluindo um dos seus repórteres, Yasser Abu Hilala.

Jornalistas da CNN foram ameaçados e o material de trabalho confiscado, enquanto cobriam os protestos, garante a estação norte-americana. Ben Wedeman, correspondente da CNN e Mary Rogers, uma foto-jornalista, foram cercados e atacados por polícias à paisana que lhes levaram a câmara. No programa American Morning da CNN Wedeman contou ter tentado convencer os agentes a devolver a câmara, apelando que o Egipto acredita na liberdade de imprensa, mas “as forças de segurança negaram-se a fazê-lo”.

No mesmo programa soube-se doutro incidente. Quatro jornalistas franceses, do Le Figaro, do Le Journal du Dimanche, da Sipa e do Paris Match foram detidos no Cairo enquanto acompanhavam as manifestações.

Até agora, a mais consistente cobertura televisiva dos protestos parece ser a da Al-Jazeera inglesa. Eu próprio, em 3 dias, confesso que já vi mais a Al-Jazeera do que nos últimos 3 anos. O Egipto pode estar sem Internet, serviço de mensagens escritas e ligações via telemóvel, mas ainda não cortou – nem pode! – com as emissões em directo da emissora que tem sede no Qatar; nem com a revolta dos egípcios, dispostos a pôr um fim ao regime instituído.

A censura e a pressão exercidas sobre a classe jornalística, meios de comunicação, blogues e redes sociais são uma constante, é certo! Esse controlo de conteúdos estende-se às telecomunicações, mas com o devido cuidado, com vista a não sair anacronicamente prejudicado o desenvolvimento do país e a evitar-se a quebra no seu mercado turístico.

(…)

[blip.tv http://blip.tv/play/grYNgp_bPgI%5D

Written by Francisco Manuel Pereira

29/01/2011 at 22:02

Publicado em Egipto, Facebook, Google, Twitter, Youtube

Redes sociais e o fim da privacidade

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Já não surpreendem as notícias sobre a política de privacidade da maior rede social do mundo. Parece não ser por uma “má” gestão de informação e dados dos utilizadores que o Facebook passa a ser menos popular. E não é isto estranho?

Até que ponto se pode aceitar uma invasão de privacidade nas (e pelas) redes sociais? Até ao ponto em que nos questionamos sobre a mesma ou damos autorização para tal, mas foi o próprio Mark Zuckerberg a afirmar que a privacidade acabou.

Para reforçar a última ideia, as aplicações desenvolvidas para o Facebook vão poder aceder ao número de telemóvel e morada do utilizador. Veja-se o pop-up que surge a informar sobre o acesso à informação de contactos (ver imagem em baixo). Não seria conveniente que estes detalhes aparecessem destacados a negrito? Para o Facebook não.

Cancelar a conta e deixar de fazer login? Não, registamo-nos deliberadamente numa rede social que até avisa quando está prestes a roubar-nos a privacidade. Até nos preocupamos quando lemos algo sobre o assunto, mas não deixamos de usar o Facebook. Continuamos, mesmo sabendo que a concorrência aposta forte na protecção da privacidade dos seus utilizadores!

Será assim tão difícil ser-se membro de uma rede social e ter-se privacidade ao mesmo tempo? Não estará a noção que temos de privacidade a ser destruída com as redes sociais? Se sim, a quem interessa que isso aconteça?

Pode-se sempre pôr trancas à porta e remover a informação de contactos. Mas é inevitável aquilo em que o Facebook se está a tornar, assim como a quantidade enorme de dados que esta rede social pode coleccionar sobre os seus utilizadores.

É uma questão de tempo – ou distracção legítima, servindo muitas aplicações para entreter – até clicarmos sem querer no botão “allow”, para não referir também o spam (que em algumas aplicações é só isso), que entupirá por certo qualquer caixa de mensagens.

Written by Francisco Manuel Pereira

18/01/2011 at 22:51

Publicado em Aplicações, Facebook

Google perde liderança

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Aceder ao Facebook é hoje mais usual que fazer uma pesquisa no motor de busca da Google, segundo um ranking de acessos divulgado pela Hitwise (clicar no gráfico ao lado).

O que significa passar mais tempo em redes sociais do que em motores de busca? Que preferimos entretenimento a conhecimento? Que queremos passar mais tempo em contacto com os outros?

A Google foi fundada em 1996 e hoje pode dizer-se que foram mais altos que baixos para esta multinacional norte-americana, tendo sido operada uma espécie de googlização da Internet.

O seu motor de busca tornou-se um dos serviços mais conhecidos e acedidos da web. Metabuscadores pouca gente sabe o que são graças à supremacia da Google em termos de pesquisa na Internet. Agrega o motor de busca da Google triliões de sites. Google Books é só um exemplo da intenção de se “googlizar” também o conhecimento. Não pára de crescer o armazém digital de livros da Google que utiliza o reconhecimento óptico de caracteres.

No entanto, a Trend Micro anunciou no final de 2010 que o Google.com está no topo da lista de sites mais perigosos a nível mundial, para não referir o habitat natural de spam em que o motor de busca se transformou. Há uma quantidade enorme de páginas que aparecem em primeiro lugar nas pesquisas e que não possuem qualquer tipo de informação relevante. Foram também noticiados no ano passado alguns problemas de segurança com o Chrome, o browser da Google lançado em 2008.

Como se não bastasse, as críticas não têm sido poucas por parte da comunidade geek norte-americana. Desde 2003, tem-se dado alguma atenção à neutralidade da Internet, com culpas a recaírem do lado da Google, que supostamente beneficia certas empresas/instituições no ordenamento dos sites em detrimento doutras quando apresenta os resultados das pesquisas.

Written by Francisco Manuel Pereira

12/01/2011 at 15:41

Publicado em Facebook, Google

Como ser popular no Facebook?

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Um estudo realizado pelo Facebook, que analisou mais de um milhão de actualizações de status*, desvenda o segredo para se ser “popular” na rede social mais utilizada do mundo.

O Facebook (FB), com mais de 500 milhões de utilizadores, prova poder ser boa opção para se analisarem dados de carácter sócio-psicológico (e não só!) sobre os seus utilizadores.

De início, alguns utilizadores podiam achar um abuso a pergunta que lhes é feita: “Em que estás a pensar?”. Mas quem já anda pelo FB há mais tempo, actualiza o status para partilhar aquilo em que está a pensar, para dizer aos outros o que está a fazer – ou finge que está a fazer! – ou simplesmente para obter feedback de outros utilizadores.

À actualização do status do FB podem corresponder alguns padrões interessantes. Para confirmar isto, o FB realizou um estudo sobre o uso de palavras em mais de um milhão de actualizações de status dos seus utilizadores (todos falantes em inglês americano).

O estudo foi levado a cabo com a ajuda do Linguistic Inquiry Word Count (LIWC) – um software de análise de texto que calcula o grau em que as pessoas utilizam diferentes categorias de palavras. O dicionário do LIWC contém 68 categorias de palavras de diferentes tipos que correspondem a determinados construtos psicológicos e linguísticos. As palavras foram categorizadas com base no lugar que ocupam no discurso (pronomes; artigos; tempos verbais), o seu conteúdo emocional (emoções positivas/negativas; tristeza; irritação), e tópicos com as quais se relacionam (escola; trabalho; religião). Segundo o FB, o anonimato dos utilizadores que tiveram as suas actualizações em estudo foi preservado.

No que respeita a popularidade, a utilização de palavras pelas pessoas mais “populares” difere da das pessoas com um número de amigos mais pequeno. Pessoas com mais amigos tendem a usar mais pronomes na segunda pessoa, como “tu” ou “vocês”. Escrevem actualizações mais extensas, e usam mais palavras referentes a música ou desporto. As pessoas mais “populares” também falam menos sobre as suas famílias, são menos emocionais no geral, utilizam poucas vezes verbos no passado e no presente e palavras relacionadas com o tempo.

No que toca aos resultados em termos de idades, confirmam-se os típicos estereótipos sobre os mais novos e os mais velhos. Os mais novos expressam emoções mais negativas (incluindo irritadas) e utilizam muitas vezes palavrões ou recorrem ao calão. Usam mais pronomes referentes a si próprios, como “eu” e “meu” e falam mais sobre a escola. As pessoas mais velhas escrevem actualizações mais longas, usam mais as preposições e os artigos. Falam mais sobre outras pessoas, incluindo a sua família.

O conteúdo emocional das actualizações do status também varia dependendo da hora do dia a que são feitas. O uso de palavras emocionalmente positivas é mais frequente de manhã. O uso de palavras negativas aumenta à medida que o dia avança.

O estudo também confirmou que comentários negativos produzem maior actividade online. Os utilizadores do FB clicam no botão “gosto” quando as actualizações do status expressam emoções positivas. Menos intuitivo é o facto de actualizações positivas receberem menos comentários, por haver pouco mais a acrescentar ao que já foi escrito, provavelmente; as actualizações negativas do ponto de vista emocional recebem mais comentários, com o objectivo, talvez, de consolar.

Se são fidedignos os resultados deste estudo? Qualquer utilizador poderá tentar descobrir se para se ser popular no FB, tudo o que é preciso fazer é escrever uma actualização de status o mais longa possível, falar de música ou desporto, não ser excessivamente emocional, não falar de assuntos familiares, não referir o tempo e usar muito as palavras “tu” ou “vocês”.

*estado

De 2006, este vídeo mostra um lado pouco simpático do Facebook… Se é verdade? Perguntem a Mark Zuckerberg.

Written by Francisco Manuel Pereira

10/01/2011 at 15:36

Publicado em Facebook