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O papel das redes sociais na Tunísia e no Egipto

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Já foi feita referência ao bloqueio do Facebook e do Twitter, o que reflecte bem a importância que as redes sociais podem ter na formação e mobilização dos cidadãos durante períodos de agitação, como os que se viveram na Tunísia e agora no Egipto.

Proibido o acesso à Internet, não só se tentou cortar com uma das formas mais eficazes de comunicação, como também se quis tirar dos olhos do mundo a verdadeira imagem do Egipto.

No caso da Tunísia, a revolução fez-se também no Twitter que foi utilizado para partilhar todo o tipo de informação relativa a manifestações e problemas sociais no país. No Egipto, com mais de 17 milhões de utilizadores de Internet (quatro milhões no Facebook), as redes sociais ajudaram igualmente a organizar a rebelião contra a falta de democracia e abusos de poder. Os protestos no Egipto foram inspirados pelos levantamentos populares que já tinham ocorrido na Tunísia e conduziram à queda do poder.

O Facebook, o Twitter ou o YouTube assumem-se como fundamentais na mobilização das pessoas e como meios de comunicação podem desempenhar um papel cada vez maior nos protestos e na disseminação de informação, feita à velocidade da luz.

Apesar de Malcolm Gladwell ter escrito que a próxima revolução não ia ocorrer no Twitter, o Egipto cedo se mostrou assustado com o despoletar da revolta popular nesta rede social, tendo bloqueado o acesso à mesma. E com alguma razão, pois os tweets foram mais que muitos a “denegrir” a imagem do governo.

O Twitter pode ser utilizado das mais variadas formas. Neste caso serviu para partilhar notícias e  imagens dos protestos. Entre os mais partilhados, está um video que capturou disparos sobre um protestante egípcio.

Num post intitulado “The Tweets Must Flow“, o fundador do Twitter Biz Stone descreve o objectivo da companhia para manter o fluxo de informações, independentemente de qualquer opinião que se possa ter sobre o conteúdo que é publicado. “Nós vamos continuar a aumentar a transparência e a incentivá-lo a deixar-nos saber se pensa que nós não temos alcançado as nossas aspirações no que respeita à liberdade de expressão”, escreve Biz Stone. Foi criado também um canal público para os utilizadores do Twitter perceberem porque é tão importante promover e manter a liberdade de expressão como direito fundamental.

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Written by Francisco Manuel Pereira

31/01/2011 às 20:49

Publicado em Twitter

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