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Fotografias com GPS

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Tirar fotografias com um iphone e partilhá-las em seguida na Internet permite saber a localização exata de quem as tirou.

Uma das carcterísticas do iPhone é a qualidade das fotografias que se conseguem tirar. Outra é a de guardar informação geográfica sobre o local onde as fotografias foram tiradas.

Mantendo as definições padrão do iPhone, pode descobrir-se através de coordenadas exatas (latitude e longitude) o local onde as fotografias foram captadas, o que pode ser indesájavel em alguns casos e trazer consequências para quem as tira e partilha em sites como o Flickr.com ou o Picasa.com. Este último que até avisa os utilizadores

Mas isto torna-se possível através de uma EXIF* tag que é criada pelo sistema de GPS do iPhone. Existem várias formas de obter a informação EXIF para qualquer foto que se encontre na Internet. Uma delas é o site Findexif.com. Copiando o url desta imagem para o findexif vão aparecer todo o tipo de informações discriminadas sobre a foto. Entre elas, a latitude e a longitude.

Indo às definições pode-se sempre desativar a opção de localização geográfica no iPhone. Assim a câmara irá parar de indicar a latitude e longitude dos locais onde foram tiradas as fotos. Outra opção é o ExifTool, um sofware que remove a informação geográfica das fotos.

*Exif (Exchangeable image file format) foi criado pela Associação Japonesa para o Desenvolvimento das Indústrias Eletrónicas (JEIDA).

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Written by Francisco Manuel Pereira

12/02/2011 at 21:33

Publicado em Uncategorized

Afinal não é preciso pagar (nem iPad) para ler o The Daily

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O The Daily já está disponível no Tumblr para quem não queira pagar 99 cêntimos para aceder aos conteúdos do primeiro jornal para ser lido só no iPad.

O jornal exclusivo para iPad foi lançado na quarta-feira, depois de vários adiamentos. Algumas primeiras impressões indicam que se assemelha mais a uma revista do que a um jornal.

Será esta uma análise pouco aprofundada para quem já quis pagar 99 cêntimos, o preço para aceder aos conteúdos publicados pelo jornal de Rupert Murdoch, presidente e director-geral da News Corporation. Quem não quis pagar não sabe se é verdade ou não, mesmo já podendo aceder ao The Daily sem desembolsar um único cêntimo.

Sim, leu bem! Se pensava que era preciso pagar para ler o The Daily, enganou-se. A ideia de disponibilizar o jornal gratuitamente no Tumblr foi de Andy Baio. Agora todos podemos aceder aos conteúdos do The Daily sem pagar. Resta saber até quando.

Os custos de lançamento não terão sido reduzidos. Adivinha-se, portanto, uma solução em tribunal se, por ventura, começar a sentir-se uma quebra nas vendas para os lados da News Corporation.

Written by Francisco Manuel Pereira

04/02/2011 at 21:33

Publicado em iPad, Tablet, Tumblr

Ainda sobre as revoluções sociais na Internet

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Contar uma boa ‘estória’ é requisito que se exige a qualquer bom jornalista. Se houver uma ferramenta que possa ajudar a recolher informação para tal, melhor! Storify é uma hipótese a ter em conta, pois permite agregar informação, de forma dinâmica sobre determinado assunto, que seja publicada no Twitter, Facebook, em feeds de RSS, no Youtube, Google, Flickr, entre outros.

Apesar de cá ainda ser pouco conhecido, nos EUA e na América do Sul já vai sendo usual recorrer-se ao Storify, designadamente entre os jornalistas, mas não só. Veja-se um exemplo de storify sobre a revolta no Egipto elaborado por Anne-Marie Angelo, uma historiadora do Cairo.

Já o Posterous é também um serviço de microblogging que foi usado para partilhar fotos, vídeos e textos a documentar a revolta na Tunísia. Qualquer pessoa com acesso a uma conta de correio electrónico pode  ler as mensagens, incluindo em países onde o acesso ao site tenha sido bloqueado. O Posterous oferece a cidadãos de países com entraves à liberdade de expressão toda a ajuda para se manterem informados.

Segundo os Repórteres Sem Fronteiras, em 2010 registaram-se 62 países onde a censura é aplicada na Internet.

Written by Francisco Manuel Pereira

01/02/2011 at 21:44

Publicado em Posterous, Storify

O papel das redes sociais na Tunísia e no Egipto

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Já foi feita referência ao bloqueio do Facebook e do Twitter, o que reflecte bem a importância que as redes sociais podem ter na formação e mobilização dos cidadãos durante períodos de agitação, como os que se viveram na Tunísia e agora no Egipto.

Proibido o acesso à Internet, não só se tentou cortar com uma das formas mais eficazes de comunicação, como também se quis tirar dos olhos do mundo a verdadeira imagem do Egipto.

No caso da Tunísia, a revolução fez-se também no Twitter que foi utilizado para partilhar todo o tipo de informação relativa a manifestações e problemas sociais no país. No Egipto, com mais de 17 milhões de utilizadores de Internet (quatro milhões no Facebook), as redes sociais ajudaram igualmente a organizar a rebelião contra a falta de democracia e abusos de poder. Os protestos no Egipto foram inspirados pelos levantamentos populares que já tinham ocorrido na Tunísia e conduziram à queda do poder.

O Facebook, o Twitter ou o YouTube assumem-se como fundamentais na mobilização das pessoas e como meios de comunicação podem desempenhar um papel cada vez maior nos protestos e na disseminação de informação, feita à velocidade da luz.

Apesar de Malcolm Gladwell ter escrito que a próxima revolução não ia ocorrer no Twitter, o Egipto cedo se mostrou assustado com o despoletar da revolta popular nesta rede social, tendo bloqueado o acesso à mesma. E com alguma razão, pois os tweets foram mais que muitos a “denegrir” a imagem do governo.

O Twitter pode ser utilizado das mais variadas formas. Neste caso serviu para partilhar notícias e  imagens dos protestos. Entre os mais partilhados, está um video que capturou disparos sobre um protestante egípcio.

Num post intitulado “The Tweets Must Flow“, o fundador do Twitter Biz Stone descreve o objectivo da companhia para manter o fluxo de informações, independentemente de qualquer opinião que se possa ter sobre o conteúdo que é publicado. “Nós vamos continuar a aumentar a transparência e a incentivá-lo a deixar-nos saber se pensa que nós não temos alcançado as nossas aspirações no que respeita à liberdade de expressão”, escreve Biz Stone. Foi criado também um canal público para os utilizadores do Twitter perceberem porque é tão importante promover e manter a liberdade de expressão como direito fundamental.

Written by Francisco Manuel Pereira

31/01/2011 at 20:49

Publicado em Twitter

Cortado o acesso à Internet depois do bloqueio às redes sociais no Egipto

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O Comité para a Protecção dos Jornalistas condenou na sexta-feira o “blackout” de notícias provenientes do Cairo e chamou a atenção das autoridades para que restabeleçam imediatamente os serviços de Internet e de telecomunicações móveis. Pediu ainda que a liberdade de imprensa seja assegurada a todos órgãos de comunicação social.

“Não há maior perturbação para o trabalho dos jornalistas do que a impossibilidade de fazer chamadas telefónicas ou enviar mensagens de texto, o que por si só constituí um atentado à sua liberdade para realizar a cobertura dos acontecimentos que estão a agitar o Egipto neste momento”, disse no ar Samir Ali, correspondente da Al-Jazeera.

O Egipto é um dos países que está na lista negra dos Repórteres Sem Fronteiras no que diz respeito à censura da Internet. Os operadores de telecomunicações estão fortemente condicionados pelo Estado e o Governo tem poder para ordenar o corte destes serviços.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, também já pediu ao Egipto que restabeleça a Internet e o acesso a redes sociais como o Facebook e o Twitter, que foram suspensos esta semana pelo governo local.

Written by Francisco Manuel Pereira

30/01/2011 at 21:59

Publicado em Egipto, Facebook, Twitter

Não é só múmias, faraós e pirâmides

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Uma das primeiras medidas das autoridades egípcias foi cortar o acesso a redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Foi logo na terça-feira durante o primeiro dia de protestos que o Twitter foi bloqueado. Seguiram-se o Google e o Youtube. A última decisão do governo foi a de desligar a Internet, uma ordem do Presidente Hosni Mubarak, no governo há 30 anos.

«Alguns utilizadores, porém, conseguiam aceder à Internet através de ligações de linha telefónica fornecidas pelo único operador de Internet que continuou a funcionar. Pelas redes sociais circulavam apelos a que as pessoas com estas ligações as partilhassem, através de routers capazes de disponibilizar acesso sem fios à Internet»

Desde terça-feira que se têm testemunhado protestos contra a pobreza e corrupção. São exigidas reformas no sentido de democratizar-se o poder político. Os protestos são ilegais para o regime liderado por Mubarak, de 82 anos e a governar desde 1981. A cobertura jornalística da revolta que já vai no seu quinto dia está a ser amplamente dificultada pelas autoridades egípcias.

Ahmad Mansour, um jornalista veterano da Al-Jazeera foi detido por mais de uma hora no Cairo. A estação televisiva assegura também que vários jornalistas foram impedidos de entrar no Egipto através do Aeroporto Internacional do Cairo, incluindo um dos seus repórteres, Yasser Abu Hilala.

Jornalistas da CNN foram ameaçados e o material de trabalho confiscado, enquanto cobriam os protestos, garante a estação norte-americana. Ben Wedeman, correspondente da CNN e Mary Rogers, uma foto-jornalista, foram cercados e atacados por polícias à paisana que lhes levaram a câmara. No programa American Morning da CNN Wedeman contou ter tentado convencer os agentes a devolver a câmara, apelando que o Egipto acredita na liberdade de imprensa, mas “as forças de segurança negaram-se a fazê-lo”.

No mesmo programa soube-se doutro incidente. Quatro jornalistas franceses, do Le Figaro, do Le Journal du Dimanche, da Sipa e do Paris Match foram detidos no Cairo enquanto acompanhavam as manifestações.

Até agora, a mais consistente cobertura televisiva dos protestos parece ser a da Al-Jazeera inglesa. Eu próprio, em 3 dias, confesso que já vi mais a Al-Jazeera do que nos últimos 3 anos. O Egipto pode estar sem Internet, serviço de mensagens escritas e ligações via telemóvel, mas ainda não cortou – nem pode! – com as emissões em directo da emissora que tem sede no Qatar; nem com a revolta dos egípcios, dispostos a pôr um fim ao regime instituído.

A censura e a pressão exercidas sobre a classe jornalística, meios de comunicação, blogues e redes sociais são uma constante, é certo! Esse controlo de conteúdos estende-se às telecomunicações, mas com o devido cuidado, com vista a não sair anacronicamente prejudicado o desenvolvimento do país e a evitar-se a quebra no seu mercado turístico.

(…)

[blip.tv http://blip.tv/play/grYNgp_bPgI%5D

Written by Francisco Manuel Pereira

29/01/2011 at 22:02

Publicado em Egipto, Facebook, Google, Twitter, Youtube

Uma biblioteca debaixo do braço

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Quem pensou que o iPad vinha ditar uma quebra nas vendas de Kindles ou que eram estes dispositivos móveis um fenómeno passageiro, estava enganado.

Kindle é um leitor portátil desenvolvido pela Amazon que permite comprar, descarregar, pesquisar e ler livros, assim como jornais, revistas ou blogues em formato digital.

Quando Gutemberg descobre a imprensa, foram os copistas que viram com maus olhos a invenção do alemão. Antes também podia levar longos meses a reprodução de folhetins que traziam notícias às populações. Encurtaram-se as distâncias espaço-tempo na circulação da informação com Gutemberg. Com o processo mecânico da impressão democratizou-se o acesso ao conhecimento. A indústria livreira estava pronta para sair dos mosteiros e entrar nas bibliotecas públicas.

Pois bem, regressando aos dias de hoje, a Amazon revelou ter vendido milhões de Kindles em 2010, não tendo divulgado o número exacto. Estima-se que tenham sido mais de 8 milhões. Também se venderam 115 e-books por cada 100 livros vendidos no seu formato tradicional (de capa mole). Sem qualquer referência a números, os e-books são mesmo três vezes mais vendidos que obras de capa dura nos EUA, segundo a Amazon.

Estão disponíveis mais de 810 mil livros, incluindo 107 bestsellers dos 114 reconhecidos pelo New York Times, número que não inclui gratuitos, na livraria digital da Kindle.

Se Rupert Murdoch no início deste ano anunciou o lançamento de um jornal para ser lido exclusivamente no iPad e se a preocupação com os tablets é cada vez maior em termos de conteúdos por parte das redacções, têm hoje razões para franzir o sobrolho as livrarias tradicionais, para não referir os alfarrabistas.

O que marcou todas as revoluções tecnológicas anteriores foi o encurtamento das distâncias espaço-tempo. Na actual é mais a imaterialidade. Se antes se viam fachadas pintadas à mão, hoje vê-se, por exemplo, em Times Square um sem número de ecrãs a apelar ao consumismo.

Mesmo com a febre do iPad, chegará o dia de ler o primeiro livro que seja comercializado apenas em formato digital, mas é com um Kindle que agora se podem trazer 800 (ou mais!) livros debaixo do braço sem esforço algum!

Written by Francisco Manuel Pereira

28/01/2011 at 20:20

Publicado em Amazon, Kindle